Brevvi Ricardo Amaral

Silverbullet Research

Mentoria

Empreender na era da inteligência artificial

Mentoria individual em empreendedorismo digital, para quem vai construir um negócio num momento em que a ferramenta deixou de ser a parte difícil.

O que é empreendedorismo digital, e quando ele começou

Empreendedorismo digital não é vender pela internet. É construir um negócio cuja operação, distribuição e relação com o cliente acontecem em meio digital, com a consequência de que o custo de alcançar mais uma pessoa tende a zero e o custo de merecer a atenção dela não para de subir.

O marco costuma ser situado na metade dos anos 1990, quando a web se tornou pública e apareceram os primeiros negócios que só existiam ali. Mas a mudança que interessa é mais recente: quando a infraestrutura virou serviço alugado, por volta de 2006, deixou de ser preciso capital para colocar um produto de pé. O gargalo mudou de lugar, e nunca mais voltou para a técnica.

Uma diferença de formação que explica muita coisa

Nos Estados Unidos não existe currículo nacional: a educação é estadual. Ainda assim, quarenta e dois estados têm hoje padrões de educação empreendedora no ensino básico, contra dezenove em 2009, e desde a reautorização do Perkins em 2018 os estados são obrigados a oferecer empreendedorismo nas trilhas técnicas. Some-se a isso a Junior Achievement, que roda programas do fundamental ao médio desde 1919. O resultado é que a maior parte de quem chega à faculdade já ouviu, em algum momento da escola, que abrir um negócio é uma trajetória possível.

No Brasil, empreendedorismo é um dos quatro eixos estruturantes dos itinerários formativos do ensino médio desde a Lei 13.415, de 2017, ao lado de investigação científica, processos criativos e mediação sociocultural. Está na lei, e há oito anos.

A diferença real, portanto, não é que lá se ensina e aqui não. É que aqui se legislou sem construir a infraestrutura que sustenta o ensino, e lá se construiu essa infraestrutura durante um século sem nunca ter legislado nacionalmente. Um país tem a norma e não tem a prática; o outro tem a prática e não tem a norma. E quem passou pela escola brasileira antes de 2017, que é quase todo mundo que empreende hoje, não teve nem uma nem outra: aprendeu que a formação serve para conseguir emprego, e encontrou o empreendedorismo depois, na pós-graduação ou na necessidade.

O que muda com a inteligência artificial

A parte que era cara ficou barata. Escrever código, produzir texto, desenhar interface e analisar dado deixaram de ser barreira de entrada, e quem tratava a execução como vantagem competitiva perdeu a vantagem sem perceber.

O que ficou caro é o que a máquina não faz: escolher o problema certo, conhecer quem tem esse problema, e saber distinguir um resultado que se sustenta de um que apenas parece bom. Empreender agora exige um repertório de julgamento que nenhuma ferramenta entrega pronta, e é sobre isso que a mentoria trabalha.

Para quem

Como funciona

De onde vem o que eu ensino

Formação em camadas, interdisciplinar por escolha. Vinte e cinco anos entre tecnologia, comunicação, dado, política e ensino.

  1. Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior

    UNINTER · 2018 a 2019

    Especialização lato sensu com foco em projetos e tecnologias educacionais. É a formação que habilita a ensinar em nível superior, e é ela que sustenta a mentoria como método, e não como conversa.

  2. Pós-graduação em Ciência de Dados, Big Data Analytics

    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2019 a 2020

    Curso desenhado para formar Chief Data Officers. Gestão do conhecimento e inteligência competitiva no processo decisório, arquitetura e processamento de grandes volumes, análise estatística, mineração e análise de dados.

  3. Bacharelado em Ciência Política

    UNINTER · 2015 a 2018

    Formação interdisciplinar voltada a assessoria e consultoria em temas do campo político, com a condição humana e a perspectiva internacionalista como eixo.

  4. BootCamp de Planejamento

    Miami Ad School Brasil · 2010

    Valorização de marca por campanhas de comunicação inteligentes: pesquisa quantitativa e qualitativa e técnicas de pesquisa de mercado para definir público e dirigir a peça.

  5. Open Source Internet Technology & Business Webplan

    BSP · Business School São Paulo · 1998

    Tecnologia aberta de internet e planejamento de negócio para a web, quando a web comercial no Brasil estava começando.

  6. Tecnólogo em Multimeios

    PUC-SP · Faculdade Pentágono · 1995 a 1998

    Linguagens de programação, edição de imagem e áudio, desenvolvimento de arcabouço multimídia, estatística, matemática e física.

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